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sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Pela 1ª vez, Pelegrino aparece à frente de ACM Neto em Salvador

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Ministro cita ‘conexão Lisboa’ e ‘mensalões anteriores’ | Carta Capital

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quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Altamiro Borges: Donos da mídia choram... na Argentina

Altamiro Borges: Donos da mídia choram... na Argentina: Por Altamiro Borges O principal partido da direita na Argentina, o Grupo Clarín, está apavorado. O conglomerado midiático tem até 7 d...

Dilma desmonta “compra de votos” e peita STF | Conversa Afiada

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Dilma vai ter R$ 15 bi para fazer bondades | Conversa Afiada

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Viana acusa PiG de incendiar o Brasil | Conversa Afiada

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Lewandowski: eles vão ter que rebolar | Conversa Afiada

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Na eleição, mensalão = 0 | Conversa Afiada

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Datafalha admite que Haddad subiu | Conversa Afiada

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Daniel Dantas estréia no mensalão com Lewandowski | Conversa Afiada

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quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Taxa de desemprego fica em 5,3% em agosto | Agência Brasil

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6 partidos dizem não a Golpe da Globo e da Veja | Conversa Afiada

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Quem vai dar voz ao Lula ? | Conversa Afiada

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terça-feira, 18 de setembro de 2012

Golpismo age como se não houvesse amanhã | Conversa Afiada

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Inimigos da liberdade defendem a liberdade | Conversa Afiada

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Mensalão: o PT não vai ficar quieto | Conversa Afiada

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segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Altamiro Borges: Veja e o pecado capital do PT

Altamiro Borges: Veja e o pecado capital do PT: Por Beto Almeida, no blog Independência Sul Americana : Qualquer movimento popular que chega ao poder, pelas armas ou pelo voto, tem ...

Altamiro Borges: Guerra da Veja contra retorno de Lula

Altamiro Borges: Guerra da Veja contra retorno de Lula: http://pigimprensagolpista.blogspot.com.br/ Por Marco Aurélio Weissheimer, no sítio Carta Maior : A revista Veja publicou neste fina...

Altamiro Borges: Quem é contra a liberdade de expressão

Altamiro Borges: Quem é contra a liberdade de expressão: http://www.cartoonmovement.com Por Jonas Valente, na revista Desafios do Desenvolvimento , do Ipea: Atualmente, Venício Artur de L...

Altamiro Borges: Dilma e a tempestade no horizonte

Altamiro Borges: Dilma e a tempestade no horizonte: Por Eduardo Guimarães, no Blog da Cidadania : Se os republicanos voltarem ao poder nos EUA, a América Latina será varrida por uma onda de t...

Altamiro Borges: O jornalismo mequetrefe de Veja

Altamiro Borges: O jornalismo mequetrefe de Veja: http://www.cartoonmovement.com Editorial do sítio Vermelho : A Editora Abril e seu carro chefe, o panfleto semanal intitulado Veja, ...

Altamiro Borges: Lula detona ACM Neto, o grampinho

Altamiro Borges: Lula detona ACM Neto, o grampinho: Por Altamiro Borges Na sexta-feira passada (14), na simbólica Praça Castro Alves, o ex-presidente Lula voltou a espinafrar o “grampin...

Coimbra: Mensalão foi julgado há muito tempo | Conversa Afiada

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Cerra e Dantas querem tirar a Privataria das livrarias | Conversa Afiada

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Leandro e a Veja: Dilma começa a acordar | Conversa Afiada

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quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Altamiro Borges: Marta Suplicy: de vítima a "oportunista"

Altamiro Borges: Marta Suplicy: de vítima a "oportunista": Foto: José Cruz/ABr Por Altamiro Borges O Globo: “Dilma dá Cultura a Marta para ajudar PT em SP”. Folha: “Marta ganha ministério ap...

Altamiro Borges: O celular e as mortes na África

Altamiro Borges: O celular e as mortes na África: http://globedia.com/muerte-llama-coltan Por Inés Benítez, no jornal Brasil de Fato : Os consumidores de telefones celulares são cham...

Altamiro Borges: Estadão denuncia mentira de Serra

Altamiro Borges: Estadão denuncia mentira de Serra: Por Luis Nassif, em seu blog : A história registrará José Serra como o maior manipulador da verdade que a política brasileira jamais c...

Altamiro Borges: Bancários aprovam greve nacional

Altamiro Borges: Bancários aprovam greve nacional: Banqueiros -  http://www.marciobaraldi.com.br/ Por Altamiro Borges Em assembleias realizadas ontem à noite em todo o país, os bancá...

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Querem sufocar os blogueiros sujos ! | Conversa Afiada

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Dirceu não se acha condenado. Olha o guarda de trânsito ! | Conversa Afiada

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Cerra vai atacar Russomano. Ele faz qualquer coisa ! | Conversa Afiada

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Haddad: genética impede Cerra de sair às ruas | Conversa Afiada

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Alencastro: a branquidade compromete a Segurança Nacional | Conversa Afiada

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Ciro Gomes fala do governo Tucano /FHC e Serra

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Altamiro Borges: Noblat desmascara Noblat

Altamiro Borges: Noblat desmascara Noblat: http://abduzeedo.com Por Eduardo Guimarães, no Blog da Cidadania : No primeiro dia útil da semana, O Globo publicou matéria de seu...

Altamiro Borges: Crise do PSDB vai além de Serra

Altamiro Borges: Crise do PSDB vai além de Serra: Por Saul Leblon, no sítio Carta Maior : São preocupantes mas não surpreendentes para o PSDB as notícias que chegam das periferias de Sã...

Dilma reduz energia e juros. E ataca a Privataria | Conversa Afiada

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Guia para condenar Dirceu politicamente | Conversa Afiada

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Mensalão tucano: aí, o PiG odeia o Barbosa | Conversa Afiada

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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

CPI da Privataria deve sair na primeira quinzena de março

 
Rede Brasil Atual: São Paulo – O deputado federal Protógenes Queiroz (PcdoB-SP) afirmou nesta terça-feira (7) que a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Privataria deverá iniciar seus trabalhos na primeira quinzena de março. Ele vai se reunir nesta terça com o presidente da Câmara, deputado Marco Maia (PT), para se informar sobre os trâmites regimentais que deverão ser cumpridos até a instalação.
A investigação tem origem no livro A Privataria Tucana, do jornalista mineiro Amaury Ribeiro Jr., que apresenta documentos e indícios de um esquema bilionário de fraudes no processo de privatização de estatais na década de 1990. José Serra (PSDB) era o ministro do Planejamento, gestor do processo. Com documentos, o jornalista acusa o ex-caixa de campanha do PSDB e ex-diretor da área internacional do Banco do Brasil Ricardo Sérgio de Oliveira de ter atuado como "artesão" da construção de consórcios de privatização em troca de propinas. Serra chegou a chamar a CPI de palhaçada e disse que o conteúdo do livro não passava de lixo.

“Eu acredito que na primeira quinzena de março nós já tenhamos uma autorização para escolha dos membros que vão compor a CPI”, disse Protógenes. Ele explicou que é permitida a tramitação de cinco CPIs simultâneas, a da Privataria será a quarta da lista. As outras três já foram protocoladas. Vão investigar o trabalho escravo, a exploração sexual infantil e o tráfico de pessoas. A quinta Comissão será referente à distribuição dos royalties de petróleo.
O parlamentar também contou que as movimentações na Casa estão bastante favoráveis à instalação da CPI. “Já encontrei colegas parlamentares que estão enviando alguns ofícios de apoio para a instalação urgente da CPI”, falou. O deputado Marco Maia não foi encontrado pela reportagem, e sua assessoria não soube informar prazos para a abertura da Comissão Parlamentar.
Sendo 2012 um ano eleitoral, Protógenes prevê que o assunto terá grande repercussão nacional. “Não terá o andamento comprometido por conta das eleições. O tema irá dominar a pauta política, disso é impossível fugir. O importante é obtermos o resultado almejado na CPI”, explicou.


Fonte: Blog Desabafo Brasil

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Viuvas do atraso ainda impregnam a Polícia Baiana

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Jornalista Ernesto Marques.



No primeiro dia de motim, estava em Ilhéus, e lá vi, bem de perto, a tática do pânico se espalhar. Fiquei, como muita gente, indignado. Absolutamente solidário à pauta legítima dos policiais, não poderia concordar com intransigência em mesa de negociação e muito menos com a substituição dos argumentos pelas armas. Escrevi, seguindo recomendação de Ordep Serra, porque era inevitável. Mas antes de publicar, parei, pedi opiniões e resolvi manter profundidade de periscópio antes de opinar sobre assunto tão delicado, enquanto observo a evolução dos acontecimentos e o debate nas redes sociais. Num belíssimo começo de manhã de domingo, arrumada a casa, depois de três dias em viagem de trabalho, sirvo-me dessa Luz na escolha das palavras. Caminho em terreno minado. Muito menos adjetivo que o irado texto original, mas ainda mais incisivo ao botar o dedo em algumas feridas pelo visto ainda não cicatrizadas.

Para começo de conversa, vamos deixar de lado um certo saudosismo tolo porque nem aqui, nem em lugar algum há mais lugar para ditadores de província. A história pode e deve inspirar a literatura, como jornalismo ou como ficção, em seus mais variados gêneros e formatos. Mas como ciência humana, está ai para nos oferecer a oportunidade de reflexão sobre nossa caminhada civilizatória. Já apanhamos bastante – e no sentido literal, apanhamos dessa PM – para nos sentirmos capazes de fazer as instituições funcionarem minimamente por aqui. A sociedade baiana pode, tranquilamente, abandonar a idéia do chicote como régua para medir o tamanho dos seus líderes. Não se trata aqui de defender o governador em mandato, nem de acusar quem já partiu. Trata-se de abjurar a idéia folclorizada e superada de um painho que nos resolva os problemas. O de agora não será resolvido a murros na mesa, mas é risível qualquer tentativa de desconectá-lo dos fatos de 2001 e 1991.

A sublevação do presente decorre da falência daquele método mediocrizante, prova de que autoridade não se constitui sobre autoritarismo. Anos depois da ruína do “império”, a Bahia tem que enfrentar os muitos esqueletos do armário da Segurança Pública. Melhor fazê-lo com a seriedade exigida pelo tema.
As circunstâncias do movimento liderado pela celebridade instantânea do momento, Marco Prisco, levam a um curioso encontro entre anarquistas, militantes esquerdistas e a autêntica burguesia conservadora da Província da Bahia. Somente posso supor desinformação neste último segmento, movido muito mais por seus interesses de classe, embora a eles se somem os alegres emergentes, inebriados com a sensação de pertencer ao topo. Falo de pessoas que têm computador em casa com banda (mais ou menos!) larga e animam redes sociais. As razões do encontro estão muito mais na oportunidade dos fatos, do que na coincidência de uma posição política.

O debate sério e potencialmente produtivo sobre segurança pública recomenda, na mesma medida, contundência e ponderação. A contaminação ameaça tirar-nos a chance de tratar o assunto em profundidade de forma a livrar a sociedade da hipótese bizarra reviver, daqui mais uns dez anos os fatos de hoje.

Gostaria de ter certeza de que o Estado, representado pelo Ministério Público, terá boas e irrefutáveis provas, coletadas em regular inquérito policial, sobre a autoria dos fatos de autêntico banditismo testemunhados por todos. Porque respeitado o devido processo legal, assegurado amplo e irrestrito direito de defesa, lugar de bandido é na cadeia. Mas... O líder da Aspra nega qualquer participação naquilo, e, em seu favor, o benefício da dúvida. Só não pode eximir-se da responsabilidade de outros fatos, não menos graves.

A sede do Legislativo foi militarmente ocupada. O movimento tem uma hierarquia e o seu comandante desfila pelo Palácio Luis Eduardo Magalhães vestido em colete balístico, escoltado por guarda pessoal armada até os dentes. Como “vitória” do movimento, ele tende a nacionalizar-se, a começar pelo Rio de Janeiro. Num banquete dantesco, incrível ver tanta gente a fim de uns peixinhos fritos no mar em chamas.

Quando um policial recebe seu distintivo e sua arma, já passou por formação específica e antes disso por um concurso. Antes do concurso, certamente sabia dos riscos e das condições reais da carreira policial. Distintivo e arma. Distintivo...

Algo que distingue, que destaca, que simboliza a autoridade conferida a quem fez e faz por merecer confiança – no caso, a confiança de usar uma arma letal em nome da sociedade e em sua defesa. Tanto maior a adesão e a duração do motim, maior será a ferida deixada no modelo de aparelho de segurança pública vigente. Não tenho convicção formada, mas a quebra da hierarquia e da disciplina, base da doutrina militar, coloca a necessidade imperiosa de discutir esse modelo em profundidade. Chegou a hora de desmilitarizar a segurança pública? Se um dia foi garantia de estabilidade, justamente por causa da rigidez de conduta afiançada pela doutrina, o movimento liderado por Prisco escancara as vísceras do sistema e dá voz a quem defende o fim das PMs.

O movimento armado de agora tem que ser o último. A sociedade não pode armar quem seja capaz de decidir romper o juramento feito quando bem entender e deixar as ruas de ponta a cabeça. Quem vai pagar o prejuízo dos vendedores ambulantes que não puderam sair com suas guias? Quem vai compensar as baianas, os botecos, os bares, os restaurantes, as casas noturnas? Quem vai indenizar o comércio fechado e saqueado? Quem vai pagar a conta pelo transtorno? Quem vai pagar o custo da mobilização militar deflagrada para manter um mínimo de ordem? Vejo agora há pouco nos sites da cidade que o grande líder do “movimento” faz um gesto e diminui a pauta: quer agora apenas a anistia e o pagamento da GAP-5. Precisava criar o caos para isso?

Ernesto Marques é jornalista.

Fonte: Blog Notícias do Sertão

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Greve da PMBA

     Nunca fui nem sou contrário ao direito de greve. Nunca discordei de que a situação da segurança pública na Bahia é gravíssima. Não só pelo desaparelhamento, despreparo psicológico, desânimo, medo e principalmente pelo vergonhoso salário que os servidores (escravos) do serviço de (in)segurança pública recebem. Concordo com a greve! Entretanto, não posso concordar com o "modus operandi". Sei que num embate desse, muitas notícias são plantadas por quem está no poder para desqualificar o movimento. Mas há indícios fortes de que realmente militares fizeram ato de terrorismo e vandalismo como estratégia para intimidar o governo. O fato da categoria reduzir tão rapidamente de 06 para 02 os itens da pauta de reinvindicações, e sobretudo, sendo a principal delas que sejam anistiados (perdoados) TODOS os militares que aderiram ao movimento é uma indicação de que a própria categoria reconhece que membros da corporação praticaram atos de banditismo.
     Concordo que sejam anistiados os que de forma legítima aderiram ao movimento. Não concordo com a proibição de militar fazer greve. Isso fragiliza a categoria. Entendo ainda que uma greve de militares que trabalham no serviço ostensivo da segurança pública não pode ser deflagrada nem operacionalizada da mesma forma que as demais categorias. Além do mais, não posso admitir ser legítimo que policiais, armados com armamento do estado, que têm porte de arma, que têm a missão de garantir a ordem, se utilizem da força bélica para defender interesse da categoria e enfrentem a problemática com o uso da arma de fogo, ao invés da arma do diálogo. Se o governo não dialoga, o diálogo com a população tem ser ampliado. Por outro lado, como acusar o governo de não dialogar, se a arma em punho é a mais contundente prova de que quem a põe em mira, não dialoga e sim DITA? Militar é servidor público como os demais. Os servidores civis não têm porte de arma e mesmo assim conseguem fazer greve, reivindica, negocia, perde e ganha. Porque com a polícia tem que ser diferente? Não são capazes de negociar? Não têm convicção do que querem? Não sabem dialogar? Precisam ocupar ônibus com truculência, mandar os passageiros descerem sob a mira de armas de homens encapuzados e/ou de cara limpa? Interromper o trânsito da principal avenida da cidade? Não têm consciência de que se fosse outra categoria que fizesse tal absurdo, seria ela, a polícia, que seria chamada para restabelecer a ordem, prender e colocar os agentes deste ato à disposição da justiça para que esta lhes impusesse os rigores da lei? Onde está a coerência? A polícia pode fazer greve com vandalismo/banditismo? Aterrorizar a população?
     Para finalizar, manifesto publicamente minha solidariedade aos Policiais Militares que com coerência, ordem e respeito à cidadania enfrentam corajosamente o desafio de realizar um movimento paredista, mesmo quando a lei arbitrariamente, em minha opinião, não lhes reconhece tal direito.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Projeto da DEP. LUIZA MAIA (PT-BA) proibe a contratação de artistas que cantam músicas que desvalorizam a mulher



A CF/88 diz, Art. 5º, que “é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença”. Portanto, a música não pode ser censurada vez que é atividade intelectual e artística e a liberdade de expressão deve ser garantida, bem como o gosto pessoal de cada um escutar, comprar ou consumir. Contudo o princípio da moralidade pública contempla a determinação jurídica da observância de preceitos éticos produzidos pela sociedade, variáveis segundo as circunstâncias de cada caso.
Gosto é gosto e não se discute. Mas, o poder público tem a obrigação de preocupar-se com a saúde da população e com a violência. Sabemos que a morbimortalidade da população jovem e adulta está potencialmente relacionada a causas externas como agressões, lesões, acidentes e violência doméstica, geralmente vinculada ao uso abusivo de álcool, drogas ilícitas e acesso a armas. A naturalização da violência quer no espaço público ou doméstico faz com que comportamentos violentos nem sejam percebidos como tais.


São vários os exemplos na música brasileira em diversos estados e ritmos com inúmeras músicas (axé, pagode, funk, tecnomusic, som do Ceará, etc) que agridem as mulheres e fortalecem o machismo além de fazer apologia ao álcool e a poluição sonora:
"Olha, mulher é igual a lata, um chuta e outro cata, um chuta e outro cata... eu chutei, você catou". ”, “De Rapariga Eu Entendo”, “Lapada Na Rachada”, “Locadora de mulher”, “Maria Gasolina”, “Mulher Fuleira”, “bota ‘você tá’ no pau”, “as novinhas na posição da rã”, etc....
Músicas como estas são sucesso. Uma grande parte do povo brasileiro aprecia e curte, inclusive mulheres. As pessoas acabam ouvindo mesmo sem querer, pois a mídia exibe exageradamente e influencia toda a sociedade a banalizar a violência. Esses “hits” estimulam comportamentos inadequados, levam milhares de adolescentes e jovens a introjetarem a cultura do desrespeito ao meio ambiente, onde o melhor é o que faz mais barulho, o incentivo ao consumo de bebidas alcoólicas que na maioria das vezes está atrelado a direção perigosa e o sexismo com a completa desqualificação da mulher.
Compactuar com essa degradação cultural, contratando a peso de ouro essas atrações é uma vergonha. O que se gasta com ações educativas para prevenir gravidez na adolescência, alcoolismo, políticas para a juventude, para igualdade de gênero e respeito ao meio ambiente, são em um só evento postas abaixo.
Muito oportuno o projeto de autoria da deputada Luiza Maia (PT-BA). O texto diz que estarão vetados os artistas que “em suas músicas, danças ou coreografias desvalorizem, incentivem a violência ou exponham as mulheres à situação de constrangimento”.
As pessoas têm o direito de fazer suas escolhas, contudo o que deve ser discutido é o uso de dinheiro público para patrociná-las. A Deputada não quer que ninguém deixe de ouvir o que gostam, nem quer impedir a liberdade de expressão, desde que utilizem recursos próprios. O que ela quer é que o governo deixe de usar nosso dinheiro para patrocinar o mau gosto e a falta de ética. Não é censura, pois a música pode tocar em qualquer lugar. O que o projeto de lei pretende é disciplinar o patrocínio público com algum critério tendo como parâmetro o apreço à dignidade da pessoa humana e os princípios da constituição cidadã.
Proibir que o dinheiro público seja usado para esse atraso cultural é uma atitute ousada. É uma tentativa de zelar pela moralidade administrativa por meio da utilização dos instrumentos existentes na ordem jurídica.
A função do deputado é justamente legislar e fiscalizar, não somente procurar combater a corrupção. Todo apoio ao projeto da deputada que traz equidade de gênero promovendo e respeitando as mulheres brasileiras batalhadoras, guerreiras e dignas. Que o projeto tramite com celeridade e que seja copiado por todas unidades da Federação.
PARABÉNS DEPUTADA LUIZA MAIA!
*Aproveito para parabenizar a prefeita Luizianne Lins porque em Fortaleza-CE, esse tipo de atração é vetado desde o início da gestão Fortaleza Bela.
Por:

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Livro de Amaury Junior desnuda a relação de Dantas com Serra, revela a ligação entre os dois e mais a IRMÃ de Dantas, a FILHA do ex-governador e o próprio GENRO. A bomba explodiu no seu colo.

Helio Fernandes

Um grande amigo, escritor, memorialista, com enorme arquivo, e mais do que tudo, independente, revendo papéis, encontrou um correio eletrônico de Paulo Henrique Amorim. Dizia que recebera do jornalista Amaury Ribeiro Junior a introdução do livro que iria lançar, “Os Porões da Privataria”.
(Interrupção para atualização. Essa mensagem foi enviada no final de setembro, alguns dias antes da eleição. Amaury não lançou o livro, encontrou dificuldades (chamemos de impecilhos). A eleição passou, mas o próprio Amaury considerou importantíssimo publicar o livro, mesmo depois da eleição e da derrota de Serra);
Continuando. O livro incluiria muita coisa apurada e comprovada por Amaury, e como sairia antes do primeiro turno (sem saber se haveria o segundo), derrubaria anda mais o ex-governador de São Paulo. Derrubaria seus votos, a empáfia e a incompetência travestida de experiência.
Amaury é repórter glorificado, começou no Globo, se aprofundou na IstoÉ com uma série de reportagens sobre a PRIVATIZAÇÃO do Banestado, um dos grandes escândalos da época. “Os Porões da Privataria”, é um trabalho de 10 anos, mesmo saindo agora, depois da eleição, fará tremendo estrago, e deixará muita gente de sobreaviso, com o lembrete: “Não posso esquecer de comprar esse livro”. (Mostraremos aqui quando estiver para sair).
Não são documentos surgidos com espionagem, como crer fazer crer o PIG (Partido da Imprensa Golpista, royalties para Paulo Henrique Amorim), na sua feroz defesa de Serra. São documentos oficiais, recolhidos em minucioso trabalho.
Deus protege quem trabalha. Uma parte muito grande da documentação, Amaury Ribeiro Jr. obteve por ter sofrido um processo, digamos logo, que ganhou na Justiça. Ricardo Sérgio de Oliveira, a grande potência do Banco do Brasil, processou-o. Amaury ganhou a exceção da verdade, um processo onde estavam muitos documentos chegou ao seu conhecimento.
Esse processo foi mandado à Justiça pelo notável e extraordinário tucano Antero Paes e Barros e pelo relator da CPI do Banestado, o petista também merecedor de elogios, José Mentor.
Amaury mostra pela primeira vez a prova concreta de COMO, QUANDO, QUANTO e ONDE Ricardo Sérgio recebeu pela PRIVATIZAÇÃO.
Meus parabéns a Amaury Ribeiro Jr. pela coleção de documentos. Durante os 8 anos do RETROCESSO, da DOAÇÃO e da TRAIÇÃO de FHC (e de Serra), escrevi muito sobre o assunto e o ENRIQUECIMENTO dos membros dessa Comissão de DESESTATIZAÇÃO. Obtive documentos, mas apenas, digamos, 10 por cento do que Amaury obteve.
Nos últimos dois meses, muitos comentaristas deste blog me enviaram mensagens, pedindo que eu abordasse o assunto de “Os Porões da Privataria”. Assim, como homenagem a Amaury Junior e  ao jornalismo de investigação, publico a seguir a introdução do livro dele, que circula na internet. Não sei quando sairá o livro (e acho que nem ele sabe). Mas vamos colocá-lo no AUGE antes mesmo da publicação. É preciso que todos os blogs da internet o divulguem.
***
OS PORÕES DA PRIVATARIA
Quem recebeu e quem pagou propina. Quem enriqueceu na função pública. Quem usou o poder para jogar dinheiro público na ciranda da privataria. Quem obteve perdões escandalosos de bancos públicos. Quem assistiu os parentes movimentarem milhões em paraísos fiscais. Um livro do jornalista Amaury Ribeiro Jr., que trabalhou nas mais importantes redações do País, tornando-se um especialista na investigação de crimes de lavagem do dinheiro, vai descrever os porões da privatização da era FHC. Seus personagens pensaram ou pilotaram o processo de venda das empresas estatais. Ou se aproveitaram do processo. Ribeiro Jr. promete mostrar, além disso, como ter parentes ou amigos no alto tucanato ajudou a construir fortunas. Entre as figuras de destaque da narrativa estão o ex-tesoureiro de campanhas de José Serra e Fernando Henrique Cardoso, Ricardo Sérgio de Oliveira, o próprio Serra e três de seus parentes: a filha Verônica Serra, o genro Alexandre Bourgeois e o primo Gregório Marin Preciado. Todos eles, afirma, têm o que explicar ao Brasil.
Ribeiro Jr. vai detalhar, por exemplo, as ligações perigosas de José Serra com seu clã. A começar por seu primo Gregório Marin Preciado, casado com a prima do ex-governador Vicência Talan Marin. Além de primos, os dois foram sócios. O “Espanhol”, como Marin é conhecido, precisa explicar onde obteve US$3,2 milhões para depositar em contas de uma empresa vinculada a Ricardo Sérgio de Oliveira, homem-forte do Banco do Brasil durante as privatizações dos anos de 1990. E continuará relatando como funcionam as empresas offshores semeadas em paraísos fiscais do Caribe pela filha – e sócia — do ex-governador, Verônica Serra, e por seu genro, Alexandre Bourgeois. Como os dois tiram vantagem das suas operações, como seu dinheiro ingressa no Brasil…
Atrás da máxima “siga o dinheiro!”, Ribeiro Jr perseguiu o caminho de ida e volta dos valores movimentados por políticos e empresários entre o Brasil e os paraísos fiscais do Caribe, mais especificamente as Ilhas Virgens Britânicas, descoberta por Cristóvão Colombo em 1493 e por muitos brasileiros espertos depois disso. Nestas ilhas, uma empresa equivale a uma caixa postal, as contas bancárias ocultam o nome do titular e a população de pessoas jurídicas é maior do que a de pessoas de carne e osso. Não é por acaso que todo dinheiro de origem suspeita busca refúgio nos paraísos fiscais, onde também são purificados os recursos do narcotráfico, do contrabando, do tráfico de mulheres, do terrorismo e da corrupção.
A trajetória do empresário Gregório Marin Preciado, ex-sócio, doador de campanha e primo do candidato do PSDB à Presidência da República, mescla uma atuação no Brasil e no exterior. Ex-integrante do conselho de administração do Banco do Estado de São Paulo (Banespa), então o banco público paulista, nomeado quando Serra era secretário de Planejamento do governo estadual, Preciado obteve uma redução de sua dívida no Banco do Brasil de R$448 milhões(1) para irrisórios R$4,1 milhões. Na época, Ricardo Sérgio de Oliveira era diretor da área internacional do BB e o todo-poderoso articulador das privatizações sob FHC. (Ricardo Sérgio é aquele do “estamos no limite da irresponsabilidade. Se der m…”, o momento Péricles de Atenas do Governo do Farol – PHA)
Ricardo Sérgio também ajudaria o primo de Serra, representante da Iberdrola, da Espanha, a montar o consórcio Guaraniana. Sob influência do ex-tesoureiro de Serra e de FHC, mesmo sendo Preciado devedor milionário e relapso do BB, o banco também se juntaria ao Guaraniana para disputar e ganhar o leilão de três estatais do setor elétrico (2).
O que é mais inexplicável, segundo o autor, é que o primo de Serra, imerso em dívidas, tenha depositado US$3,2 milhões no exterior por meio da chamada conta Beacon Hill, no banco JP Morgan Chase, em Nova Iorque. É o que revelam documentos inéditos obtidos dos registros da própria Beacon Hill em poder de Ribeiro Jr. E mais importante ainda é que a bolada tenha beneficiado a Franton Interprises. Coincidentemente, a mesma empresa que recebeu depósitos do ex-tesoureiro de Serra e de FHC, Ricardo Sérgio de Oliveira, de seu sócio Ronaldo de Souza e da empresa de ambos, a Consultatun. A Franton, segundo Ribeiro, pertence a Ricardo Sérgio.
A documentação da Beacon Hill levantada pelo repórter investigativo radiografa uma notável movimentação bancária nos Estados Unidos realizada pelo primo supostamente arruinado do ex-governador. Os comprovantes detalham que a dinheirama depositada pelo parente do candidato tucano à Presidência na Franton oscila de US$17 mil (3 de outubro de 2001) até US$375 mil (10 de outubro de 2002). Os lançamentos presentes na base de dados da Beacon Hill se referem a três anos. E indicam que Preciado lidou com enormes somas em dois anos eleitorais – 1998 e 2002 – e em outro pré-eleitoral – 2001. Seu período mais prolífico foi 2002, quando o primo disputou a Presidência contra Lula. A soma depositada bateu em US$1,5 milhão.
O maior depósito do endividado primo de Serra na Beacon Hill, porém, ocorreu em 25 de setembro de 2001. Foi quando destinou à offshore Rigler o montante de US$404 mil. A Rigler, aberta no Uruguai, outro paraíso fiscal, pertenceria ao doleiro carioca Dario Messer, figurinha fácil desse universo de transações subterrâneas. Na operação Sexta-Feira 13, da Polícia Federal, desfechada no ano passado, o Ministério Público Federal apontou Messer como um dos autores do ilusionismo financeiro que movimentou, por intermédio de contas no exterior, US$20 milhões derivados de fraudes praticadas por três empresários em licitações do Ministério da Saúde.
O esquema Beacon Hill enredou vários famosos, dentre eles o banqueiro Daniel Dantas. Investigada no Brasil e nos Estados Unidos, a Beacon Hill foi condenada pela justiça norte-americana, em 2004, por operar contra a lei.
Percorrendo os caminhos e descaminhos dos milhões extraídos do País para passear nos paraísos fiscais, Ribeiro Jr. constatou a prodigalidade com que o círculo mais íntimo dos cardeais tucanos abre empresas nestes édens financeiros sob as palmeiras e o sol do Caribe. Foi assim com Verônica Serra. Sócia do pai na ACP Análise da Conjuntura, firma que funcionava em São Paulo em imóvel de Gregório Preciado, Verônica começou instalando, na Flórida, a empresa Decidir.com.br, em sociedade com Verônica Dantas, irmã e sócia do banqueiro Daniel Dantas, que arrematou várias empresas nos leilões de privatização realizados na era FHC.
Financiada pelo Banco Opportunity, de Dantas, a empresa possui capital de US$5 milhões. Logo se transfere com o nome Decidir International Limited para o escritório do Ctco Building, em Road Town, ilha de Tortola, nas Ilhas Virgens Britânicas. A Decidir do Caribe consegue trazer todo o ervanário para o Brasil ao comprar R$10 milhões em ações da Decidir do Brasil.com.br, que funciona no escritório da própria Verônica Serra, vice-presidente da empresa. Como se percebe, todas as empresas têm o mesmo nome. É o que Ribeiro Jr. apelida de “empresas-camaleão”. No jogo de gato e rato com quem estiver interessado em saber, de fato, o que as empresas representam e praticam é preciso apagar as pegadas. É uma das dissimulações mais corriqueiras detectada na investigação.
Não é outro o estratagema seguido pelo marido de Verônica, o empresário Alexandre Bourgeois. O genro de Serra abre a Iconexa Inc no mesmo escritório do Ctco Building, nas Ilhas Virgens Britânicas, que interna dinheiro no Brasil ao investir R$7,5 milhões em ações da Superbird.com.br que depois muda de nome para Iconexa S.A. Cria também a Vex capital no Ctco Building, enquanto Verônica passa a movimentar a Oltec Management no mesmo paraíso fiscal. “São empresas-ônibus”, na expressão de Ribeiro Jr., ou seja, levam dinheiro de um lado para o outro.
De modo geral, as offshores cumprem o papel de justificar perante ao Banco Central e à Receita Federal a entrada de capital estrangeiro por meio da aquisição de cotas de outras empresas, geralmente de capital fechado, abertas no País. Muitas vezes, as offshores compram ações de empresas brasileiras em operações casadas na Bolsa de Valores. São frequentemente operações simuladas tendo como finalidade única internar dinheiro nas quais os procuradores dessas offshores acabam comprando ações de suas próprias empresas… Em outras ocasiões, a entrada de capital acontecia pelos sucessivos aumentos de capital da empresa brasileira pela sócia cotista no Caribe, maneira de obter do BC a autorização de aporte do capital no Brasil. Um emprego alternativo das offshores é usá-las para adquirir imóveis no País.
Depois de manusear centenas de documentos, Ribeiro Jr. observa que Ricardo Sérgio, o pivô das privatizações – que articulou os consórcios usando o dinheiro do BB e do fundo de previdência dos funcionários do banco, a Previ, “no limite da irresponsabilidade”, conforme foi gravado no famoso “Grampo do BNDES” –, foi o pioneiro nas aventuras caribenhas entre o alto tucanato. Abriu a trilha rumo às offshores e às contas sigilosas da América Central ainda nos anos de 1980. Fundou a offshore Andover, que depositaria dinheiro na Westchester, em São Paulo, que também lhe pertenceria…
Ribeiro Jr. promete outras revelações. Uma delas diz respeito a um dos maiores empresários brasileiros, suspeito de pagar propina durante o leilão das estatais, o que sempre desmentiu. Agora, porém, existe evidência, também obtida na conta Beacon Hill, do pagamento da US$410 mil por parte da empresa offshore Infinity Trading, pertencente ao empresário, à Franton Interprises, ligada a Ricardo Sérgio.
(1) A dívida de Preciado com o Banco do Brasil foi estimada em US$140 milhões, segundo declarou o próprio devedor. Esta quantia foi convertida em reais tendo-se como base a cotação cambial do período de aproximadamente R$3,2 por um dólar.
(2) As empresas arrematadas foram a Coelba, da Bahia, a Cosern, do Rio Grande do Norte, e a Celpe, de Pernambuco.
***
PS – Aqui termina o resumo-introdução do livro de Amaury. Mas ficou tanta coisa, tanta nota para comentar, que irei usando. Para deixar o livro sendo lembrado até sair.
PS2 – Se tiverem qualquer dúvida em relação a operações off shore, consultem Eike Batista, mestre no assunto. Sua espantosa fortuna foi feita com INFORMAÇÕES MINERAIS do pai, Eliezer, e operações off shore.
PS3 – Perda de tempo procurar bens de pessoas ligadas a Serra e Dantas. Monica Serra, Verônica Dantas, Borgeois, Mendonça de Barros e TODOS os que integraram a Comissão de DESESTATIZAÇÃO,  não têm BENS aqui, declarados à RECEITA.

Fonte da postagem: Tribuna da Imprensa

sábado, 30 de outubro de 2010

Dom Angelico Sandalo afirma que tema do aborto foi usado para tirar distribuição de renda do debate eleitoral

Dom Angelico Sandalo foi bispo de Blumenau durante 9 anos. Exatamente hoje, 30 de outubro, ele está deixando a Diocese para assumir a Sub-Comissão Pró-Bispos da CNBB. Ele reafirmou que os católicos podem votar em Dilma Rousseff ou José Serra, não existindo, por parte da Igreja, qualquer tipo de veto a candidato ou partido. Para ele, é desonesto fazer o Papa de cabo eleitoral, por causa da declaração dele sobre aborto. O Papa já criticou outros temas como uso da propriedade e riqueza. “Não cabe a nós, bispos, apontar ou proibir determinado partido ou candidato, devemos deixar para a maturidade do eleitor a responsabilidade pela eleição”.

"O aborto é bandeira que a Igreja levanta no mundo todo, e a Igreja realmente é contra. Não há novidade nenhuma nisso e no fato de que nós devemos sempre orientar os fieis. Além dos mais, temos outros princípios morais, de justiça e ética a respeito da pobreza, do uso da propriedade, da riqueza que se acumula nas mãos de poucos, da miséria, da guerra, da corrida armamentista, enfim, de tudo que fere a dignidade humana. O leque é muito vasto. Mas resolveram só falar do aborto”, condena o religioso.

Na opinião de dom Angélico, Bento XVI estava apenas cumprindo protocolo da doutrina social da Igreja, sem intenções de manipular as eleições presidenciais no Brasil. Ele afirma que a responsabilidade episcopal é muito vasta e, ao receber visitas, Bento XVI tem falado de muitos assuntos, como o acúmulo de riqueza e a exploração de menores. Os “polemizadores do aborto” na verdade não querem é debater a distribuição de renda no Brasil.
 
Extraído do blog Oldack Miranda
 

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Carta de Theotonio Dos Santos a FHC

“Carta Aberta a Fernado Henrique Cardoso
Theotonio dos Santos

Meu caro Fernando,
Vejo-me na obrigação de responder a carta aberta que você dirigiu ao Lula, em nome de uma velha polêmica que você e o José Serra iniciaram em 1978 contra o Rui Mauro Marini, eu, André Gunder Frank e Vânia Bambirra, rompendo com um esforço teórico comum que iniciamos no Chile na segunda metade dos nos 1960.
A discussão agora não é entre os cientistas sociais e sim a partir de uma experiência política que reflete comtudo este debate teórico. Esta carta assinada por você como ex-presidente é uma defesa muito frágil teórica e politicamente de sua gestão. Quem a lê não pode compreender porque você saiu do governo com 23% de aprovação enquanto Lula deixa o seu governo com 96% de aprovação.
Já discutimos em várias oportunidades os mitos que se criaram em torno dos chamados êxitos do seu governo. Já no seu governo vários estudiosos discutimos, já no começo do seu governo, o inevitável caminho de seu fracasso junto à maioria da população. Pois as premissas teóricas em que baseava sua ação política eram profundamente equivocadas e contraditórias com os interesses da maioria da população. (Se os leitores têm interesse de conhecer o debate sobre estas bases teóricas lhe recomendo meu livro já esgotado: Teoria da Dependencia: Balanço e Perspectivas, Editora Civilização Brasileira, Rio, 2000).
 nesta oportunidade me cabe concentrar-me nos mitos criados em torno do seu governo, os quais você repete exaustivamente nesta carta aberta.
O primeiro mito é de que seu governo foi um êxito econômico a partir do fortalecimento do real e que o governo Lula estaria apoiado neste êxito alcançando assim resultados positivos que não quer compartilhar com você… Em primeiro lugar vamos desmitificar a afirmação de que foi o plano real que acabou com a inflação. Os dados mostram que até 1993 a economia mundial vivia uma hiperinflação na qual todas as economias apresentavam inflações superiores a 10%. A partir de 1994, TODAS AS ECONOMIAS DO MUNDO APRESENTARAM UMA QUEDA DA INFLAÇÃO PARA MENOS DE 10%. Claro que em cada pais apareceram os “gênios” locais que se apresentaram como os autores desta queda. Mas isto é falso: tratava-se de um movimento planetário.
No caso brasileiro, a nossa inflação girou, durante todo seu governo, próxima dos 10% mais altos. TIVEMOS NO SEU GOVERNO UMA DAS MAIS ALTAS INFLAÇÕES DO MUNDO. E aqui chegamos no outro mito incrível. Segundo você e seus seguidores (e até setores de oposição ao seu governo que acreditam neste mito) sua política econômica assegurou a transformação do real numa moeda forte. Ora Fernando, sejamos cordatos: chamar uma moeda que começou em 1994 valendo 0,85 centavos por dólar e mantendo um valor falso até 1998, quando o próprio FMI exigia uma desvalorização de pelo menos uns 40% e o seu ministro da economia recusou-se a realizá-la “pelo menos até as eleições”, indicando assim a época em que esta desvalorização viria e quando os capitais estrangeiros deveriam sair do país antes de sua desvalorização, O fato é que quando você flexibilizou o cambio o real se desvalorizou chegando até a 4,00 reais por dólar. E não venha por a culpa da “ameaça petista” pois esta desvalorização ocorreu muito antes da “ameaça Lula”. ORA, UMA MOEDA QUE SE DESVALORIZA 4 VEZES EM 8 ANOS PODE SER CONSIDERADA UMA MOEDA FORTE? Em que manual de economia? Que economista respeitável sustenta esta tese?
Conclusões: O plano Real não derrubou a inflação e sim uma deflação mundial que fez cair as inflações no mundo inteiro. A inflação brasileira continuou sendo uma das maiores do mundo durante o seu governo. O real foi uma moeda drasticamente debilitada. Isto é evidente: quando nossa inflação esteve acima da inflação mundial por vários anos, nossa moeda tinha que ser altamente desvalorizada. De maneira suicida ela foi mantida artificialmente com um alto valor que levou à crise brutal de 1999.
Segundo mito; Segundo você, o seu governo foi um exemplo de rigor fiscal. Meu Deus: um governo que elevou a dívida pública do Brasil de uns 60 bilhões de reais em 1994 para mais de 850 bilhões de dólares quando entregou o governo ao Lula, oito anos depois, é um exemplo de rigor fiscal? Gostaria de saber que economista poderia sustentar esta tese. Isto é um dos casos mais sérios de irresponsabilidade fiscal em toda a história da humanidade.
E não adianta atribuir este endividamento colossal aos chamados “esqueletos” das dívidas dos estados, como o fez seu ministro de economia burlando a boa fé daqueles que preferiam não enfrentar a triste realidade de seu governo. Um governo que chegou a pagar 50% ao ano de juros por seus títulos para, em seguida, depositar os investimentos vindos do exterior em moeda forte a juros nominais de 3 a 4%, não pode fugir do fato de que criou uma dívida colossal só para atrair capitais do exterior para cobrir os déficits comerciais colossais gerados por uma moeda sobrevalorizada que impedia a exportação, agravada ainda mais pelos juros absurdos que pagava para cobrir o déficit que gerava.
Este nível de irresponsabilidade cambial se transforma em irresponsabilidade fiscal que o povo brasileiro pagou sob a forma de uma queda da renda de cada brasileiro pobre. Nem falar da brutal concentração de renda que esta política agravou dráticamente neste pais da maior concentração de renda no mundo. Vergonha, Fernando. Muita vergonha. Baixa a cabeça e entenda porque nem seus companheiros de partido querem se identificar com o seu governo…te obrigando a sair sozinho nesta tarefa insana.
Terceiro mito – Segundo você, o Brasil tinha dificuldade de pagar sua dívida externa por causa da ameaça de um caos econômico que se esperava do governo Lula. Fernando, não brinca com a compreensão das pessoas. Em 1999 o Brasil tinha chegado à drástica situação de ter perdido TODAS AS SUAS DIVISAS. Você teve que pedir ajuda ao seu amigo Clinton que colocou à sua disposição ns 20 bilhões de dólares do tesouro dos Estados Unidos e mais uns 25 BILHÕES DE DÓLARES DO FMI, Banco Mundial e BID. Tudo isto sem nenhuma garantia.
Esperava-se aumentar as exportações do pais para gerar divisas para pagar esta dívida. O fracasso do setor exportador brasileiro mesmo com a espetacular desvalorização do real não permitiu juntar nenhum recurso em dólar para pagar a dívida. Não tem nada a ver com a ameaça de Lula. A ameaça de Lula existiu exatamente em conseqüência deste fracasso colossal de sua política macro-econômica. Sua política externa submissa aos interesses norte-americanos, apesar de algumas declarações críticas, ligava nossas exportações a uma economia decadente e um mercado já copado. A recusa dos seus neoliberais de promover uma política industrial na qual o Estado apoiava e orientava nossas exportações. A loucura do endividamento interno colossal. A impossibilidade de realizar inversões públicas apesar dos enormes recursos obtidos com a venda de uns 100 bilhões de dólares de empresas brasileiras. Os juros mais altos do mundo que inviabilizava e ainda inviabiliza a competitividade de qualquer empresa.
Enfim, UM FRACASSO ECONOMICO ROTUNDO que se traduzia nos mais altos índices de risco do mundo, mesmo tratando-se de avaliadoras amigas. Uma dívida sem dinheiro para pagar… Fernando, o Lula não era ameaça de caos. Você era o caos. E o povo brasileiro correu tranquilamente o risco de eleger um torneiro mecânico e um partido de agitadores, segundo a avaliação de vocês, do que continuar a aventura econômica que você e seu partido criou para este país.
Gostaria de destacar a qualidade do seu governo em algum campo mas não posso fazê-lo nem no campo cultural para o qual foi chamado o nosso querido Francisco Weffort (neste então secretário geral do PT) e não criou um só museu, uma só campanha significativa. Que vergonha foi a comemoração dos 500 anos da “descoberta do Brasil”. E no plano educacional onde você não criou uma só universidade e entou em choque com a maioria dos professores universitários sucateados em seus salários e em seu prestígio profissional. Não Fernando, não posso reconhecer nada que não pudesse ser feito por um medíocre presidente.
Lamento muito o destino do Serra. Se ele não ganhar esta eleição vai ficar sem mandato, mas esta é a política. Vocês vão ter que revisar profundamente esta tentativa de encerrar a Era Vargas com a qual se identifica tão fortemente nosso povo. E terão que pensar que o capitalismo dependente que São Paulo construiu não é o que o povo brasileiro quer. E por mais que vocês tenham alcançado o domínio da imprensa brasileira, devido suas alianças internacionais e nacionais, está claro que isto não poderia assegurar ao PSDB um governo querido pelo nosso povo. Vocês vão ficar na nossa história com um episódio de reação contra o vedadeiro progresso que Dilma nos promete aprofundar. Ela nos disse que a luta contra a desigualdade é o verdadeiro fundamento de uma política progressista. E dessa política vocês estão fora.
Apesar de tudo isto, me dá pena colocar em choque tão radical uma velha amizade. Apesar deste caminho tão equivocado, eu ainda gosto de vocês ( e tenho a melhor recordação de Ruth) mas quero vocês longe do poder no Brasil. Como a grande maioria do povo brasileiro. Poderemos bater um papo inocente em algum congresso internacional se é que vocês algum dia voltarão a freqüentar este mundo dos intelectuais afastados das lides do poder.”
Com a melhor disposição possível mas com amor à verdade, me despeço

(*) Theotonio Dos Santos é Professor Emérito da Universidade Federal Fluminense, Presidente da Cátedra da UNESCO e da Universidade das Nações Unidas sobre economia global e desenvolvimentos sustentável. Professor visitante nacional sênior da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

A carta do mineiro aposentado Carlos Moura dirigida ao jornalista Ricardo Noblat

A carta do mineiro aposentado Carlos Moura dirigida ao jornalista Ricardo Noblat está no Conversa Afiada, no Tijolaço, no Escrevinhador e, a essa altura, em toda a blogosfera livre. Uma linda carta de um brasileiro que repudia agressão gratuita ao presidente Lula. Merece ser lida.

Noblat

Quem é você para decidir pelo Brasil (e pela História) quem é grande ou quem deixa de ser? Quem lhe deu a procuração? O Globo? A Veja? O Estadão? A Folha?

Apresento-me: sou um brasileiro. Não sou do PT, nunca fui. Isso ajuda, porque do contrário você me desclassificaria, jogando-me na lata de lixo como uma bolinha de papel. Sou de sua geração. Nossa diferença é que minha educação formal foi pífia, a sua acadêmica.

Não pude sequer estudar num dos melhores colégios secundários que o Brasil tinha na época (o Colégio de Cataguases, MG, onde eu morava) porque era só para ricos. Nas cidades pequenas, no início dos sessenta, sequer existiam colégios públicos. Frequentar uma universidade, como a Católica de Pernambuco em que você se formou, nem utopia era, era um delírio.

Informo só para deixar claro que entre nós existe uma pedra no meio do caminho.

Minha origem é tipicamente “brasileira”, da gente cabralina que nasceu falando empedrado. A sua não. Isto não nos torna piores ou melhores do que ninguém, só nos faz diferentes. A mesma diferença que tem Luis Inácio em relação ao patriciado de anel, abotoadura & mestrado. Patronato que tomou conta da loja desde a época imperial.

O que você e uma vasta geração de serviçais jornalísticos passaram oito anos sem sequer tentar entender é que Lula não pertence à ortodoxia política. Foi o mesmo erro que a esquerda cometeu quando ele apareceu como líder sindical.

Vamos dizer que esta equipe furiosa, sustentada por quatro famílias que formam o oligopólio da informação no eixo Rio-S.Paulo – uma delas, a do Globo, controlando também a maior rede de TV do país – não esteja movida pelo rancor. Coisa natural quando um feudo começa a dividir com o resto da nação as malas repletas de cédulas alopradas que a União lhe entrega em forma de publicidade. Daí a ira natural, pois aqui em Minas se diz que homem só briga por duas coisas: barra de saia ou barra de ouro.

O que me espanta é que, movidos pela repulsa, tenham deixado de perceber que o brasileiro não é dançarino de valsa, é passista de samba. O patuá que vocês querem enfiar em Lula é o do negrinho do pastoreio, obrigado a abaixar a cabeça quando ameaçado pelo relho.

O sotaque que vocês gostam é o nhém-nhém-nhém grã-fino de FHC, o da simulação, da dissimulação, da bata paramentada por láureas universitárias. Não importa se o conteúdo é grosseiro, inoportuno ou hipócrita (“esqueçam o que eu escrevi”, “ tenho um pé na senzala” “o resultado foi um trabalho de Deus”). O que vale é a forma, o estilo envernizado.

As pessoas com quem converso não falam assim – falam como Lula. Elas também xingam quando são injustiçadas. Elas gritam quando não são ouvidas, esperneiam quando querem lhe tapar a boca.

A uma imprensa desacostumada ao direito de resposta e viciada em montar manchetes falsas e armações ilimitadas (seu jornal chegou ao ponto de, há poucos dias, “manchetar” a “queda” de Dilma nas pesquisas, quando ela saiu do primeiro turno com 47% e já entrou no segundo com 53) ficou impossível falar com candura.

Ao operário no poder vocês exigem a “liturgia” do cargo. Ao togado basta o cinismo.

Se houve erro nas falas de Lula isto não o faz menor, como você disse, imitando o Aécio. Gritos apaixonados durante uma disputa sórdida não diminuem a importância histórica de um governo que fez a maior revolução social de nossa História. E ainda querem que, no final de mandato, o presidente aguente calado a campanha eleitoral mais baixa, desqualificada e mesquinha desde que Collor levou a ex-mulher de Lula à TV.

Sordidez que foi iniciada por um vendaval apócrifo de ultrajes contra Dilma na internet, seguida das subterrâneas ações de Índio da Costa junto a igrejas e da covarde declaração de Monica Serra sobre a “matança de criancinhas”, enfiando o manto de Herodes em Dilma.

Esse cambapé de uma candidata a primeira dama – que teve o desplante de viajar ao seu país paramentada de beata de procissão, carregando uma réplica da padroeira só para explorar o drama dos mineiros chilenos no horário eleitoral – passou em branco nos editoriais. Ela é “acadêmica”.

A esta senhora e ao seu marido você deveria também exigir “caráter, nobreza de ânimo, sentimento, generosidade”.

Você não vai “decidir” que Lula ficou menor, não.

A História não está sendo mais escrita só por essa súcia de jornais e televisões à qual você pertence. Há centenas de pessoas que, de graça, sem soldos de marinhos, mesquitas, frias ou civitas, estão mostrando ao país o outro lado, a face oculta da lua. Se não houvesse a democracia da internet vocês continuariam ladrando sozinhos nas terras brasileiras, segurando nas rédeas o medo e o silêncio dos carneiros.

Carlos Torres Moura
Além Paraíba-MG

sábado, 22 de maio de 2010

Vaticano lava mais branco. O papa Ratzinger terá desagradável surpresa por carta rogatória

–1. O papa Joseph Ratzinger, na próxima semana, deverá sentir odor de dinheiro sujo, ao tomar contato com uma carta rogatória que será enviada ao estado do Vaticano. Acostumado ao odor de santidade emanados dos altares, Ratzinger poderá ter náuseas.

A rogatória será expedida pelo estado italiano, por solicitação de magistrados do Ministério Público de Perúgia. Ratzinger, talvez, se assuste com a volta, para o Vaticano, dos fantasmas de Roberto Calvi e Michelle Sindona, conhecidos como banqueiros de Deus e da Máfia.

Não foi sem causa ter Ratzinger dito, no domingo passado (16/5/2010), que “o pecado na Igreja é o verdadeiro inimigo a se combater”.

Como se percebe, Ratzinger vive tempos difíceis. No domingo passado, contou com o apoio de 200 mil fiéis, na na praça de São Pedro. Tratatou-se de uma rede de solidariedade diante das suspeitas de ter Ratzinger, para evitar escândalos a macular a Igreja, se omitido diante de casos de clérigo pedófilos.

–2. A primiera carta rogatória cuida de (1) lavagem de dinheiro sujo por meio de instituições religiosas e (2) de movimentações em contas-correntes no banco do Vaticano, conhecido por “Istituto per Le Opere Religione” (IOR), nascido após o escândalo do banco Ambrosiano, onde pontificaram os supracitados Roberto Calvi e Michelle Sindona.

–3. Na mira dos magistrados de Perúgia estão a ‘Congregazione Missionari del Preziossimo Sangue di Gesù’ e a ‘Propaganda Fide’, esta fundada em 1622 para cuidar da evangelização dos povos. A ‘Porpaganda Fide’ detém um patrimônio imobiliário no centro histórico de Roma avaliado em 9 bilhões de euros.

Da rogatória poderão constar, também, pedidos de quebras de segredos bancários dos monsenhores Francesco Camaldo e de Evaldo Biasini, respectivamente com 60 e 83 anos de idade.

–4. Os magistrados de Perúgia investigam concessões de obras e serviços públicos a favorecer uma “cricca” (bando) comandada pelo construtor Diego Anemone e pelo engenheiro Angelo Balducci, correntista do IOR, membro leigo da ‘Propaganda Fide’ e ex-presidente do Conselho Superior de Obras Públicas da Itália. Segundo as investigações, a Construtora Anemone já restaurou imóveis da ‘Propaganda Fide’, além de reformas de igrejas.

Parêntese: Balducci, há quase dez anos, é o responsável pelas obras públicas. Ele é sempre mantido no posto, quer seja o governo de esquerda ou de direita. Em Florença, Balucci é alvo da magistratura, por superfaturamento em obras dedicadas à construção da Scuola dei Marescialli.

–5. Em troca de favores, a Construtora Anemone (dois irmãos são sócios), por prestanomes, trocava concessão de obras públicas por apartamentos de luxo ou feituras de via reformas estruturais e decorativas.

Segundo os magistrados de Perúgia, os beneficiários seriam políticos, prelados e altos funcionários públicos, como, por exemplo, o general Francesco Pitorru, carabineiro lotado no serviço secreto e que levou dois apartamentos, e Ercole Incalca, o homem forte do ministério da Infraestrutura.

–6. Diego Anemone, o mais exposto dos irmãos, também cuidava de prestar favores sexuais. Estes eram prestados nas magníficas e luxuosas instalações do Salaria Sport Village, um centro de relaxamento pertencente a Anemone, com duas brasileiras no quadro de empregados: Monica da Silva Medeiros, fisioterapeuta, e a promoter Regina Profeta.

–7. O monsenhor Camaldo goza de prestígio na alta sociedade italiana, tem blog, facebook e recita orações no You Tube. Camaldo, em função religiosa, é quem coloca o solidéu na cabeça de Ratzinger, estica-lhe os paramentos e segura o microfone. Como escriturário, Camaldo participa do secreto conclave de eleição do papa e elabora a ata.

Para Laid Hidri Fathi, motorista tunisiano do construtor, Camaldo abriu as portas do Vaticano para a dupla Anemone e Balducci. Sem saber que estava na mira das investigações, Camaldo, quando da prisão preventiva de Balducci, deu declarações à imprensa: “ É uma pessoa de absoluta transparência moral, conhecida e estimada no Vaticano”.

–8. O monsenhor Biasini, responsável pela direção financeira da Congregazione Missionari del Preziossimo Sangue di Gesù, fez dela, como confessou, um caixa 2 da construtora de Anemone.

Por meio de um esquema de corrupção, a construtora foi contemplada com as obras públicas destinadas aos encontros do G8 na ilha Maddalena (Sardenha-2009), ao Mundial de natação (Roma-2009) e às futuras comemorações dos 150 anos de Unificação da Itália (2011).

Anemone desembolsou 900 mil euros para completar a compra de um luxuoso apartamento, com vista para o Coliseu. Os 900 mil euros saíram do caixa2 gerenciado pelo monsenhor Biasini.

O contemplado com o apartamento foi o ministro Claudio Scajola, da pasta de Obras Públicas e que só pagou parte do preço final estabelecido em 1,7 milhão de euros: teria pago do seu bolso apenas 1/3 do preço final.

O apartamento pertencia às irmãs Beatrice e Barbara Papa, que provaram ter recebido, à vista, 1,7 milhões de euros.

A escritura de compra e venda foi passada em nome de Scajola, por valor inferior a 660 mil euros.

O arquiteto Angelo Zampolini, da “gang” de Anemone, fez a entrega de 80 cheques distintos às vendedoras, no total de 900 mil euros. Ou seja, para despistar, Zampolini trocou, no Deutche Bank, os 900 mil euros, tirados do caixa2 do monsenhor Biasini, por 80 cheques ao portador.

Sem ter o que dizer, Scajola pediu demissão do ministério. Ele se recusa a dar declarações à imprensa. O argumento que usa, com a maior cara de pau, sem corar, é que o processo corre em segredo de Justiça e, por isso, não pode dizer nada.

–9. Um novo filão de apurações começará em breve, segundo vazado da procuradoria de Perúgia. Trata-se de suspeita de roubalheira no Ano Jubilar, onde o Estado italiano e a Igreja mantiveram parceria.

O jubileu, também chamado Ano Santo, é uma festa da Igreja católica dedicada à remissão dos pecados.

Muitos passam pela Porta Santa da basílica de São Pedro e acreditam ter deixado os pecados na soleira.

A cada 25 anos são abertas as quatro portas santas existentes. Essas portas ficam nas quatro basílicas subordinadas ao papa, que o vigário de Roma : San Pietro, San Giovanni in Laterano, San Paolo fuoti mura e Santa Maria Maggire.

O último ano jubilar ocorreu em 2000, quando Carol Wojtyla era o papa.
Como todos os milagres estavam perdoados, muita gente, consoante desconfiam os magistrados do ministério Público, “roubou” nas construções e nas atividades voltadas às preparações da cidade de Roma para as festas e às recepções dos fiéis e turistas.

Os membros da magistratura do ministério público de Perúgia, a partir de superfaturamentos, começaram a puxar um fio, que vai alcançar o período jubilar de 2000.

Wálter Fanganiello Maierovitch


quinta-feira, 13 de maio de 2010

“Biruta de aeroporto”









Disse bem o presidente Lula quando afirmou que pelo menos agora o candidato tucano à Presidência começa a descobrir como fato tudo que sempre teimou em contradizer – ele, seu partido, seus jornais, suas rádios, suas tevês, suas revistas e seus portais de internet.

Vejam só o esculacho ingrato que o tucano Serra deu na tucanérrima Miriam Leitão na CBN só porque ela, pensando que iria agradá-lo, falou no grande fetiche tucano dos anos 1990 até 2002, aquela tara de tornar o Banco Central “independente”.

Quem se lembra de que, em 2002, a mídia e a tucanada, liderados por FHC e pelo então ministro da Fazenda, Pedro Malan, queriam votar uma lei para que o Banco Central fosse independente do próximo presidente da República?

Como a vitória de Lula já se configurava irreversível, os neoliberais quiseram perpetuar suas taras por juros de até 45% e impedir Lula, o então provável novo presidente, de fazer a própria política monetária.

Uma dica para a campanha de Dilma para quando Serra, esse monstro sagrado do caradurismo, vier com essa conversa mole: levante os jornais e consiga todas as provas necessárias para desmascarar esses que hoje estão fazendo coro contra o Banco Central.

Na verdade, a campanha o eleitoral que se avizinha será uma chance de ouro de se mostrar como Serra e sua mídia mentem descaradamente. A mídia pregava Banco Central independente trinta vezes por dia e, agora que Serra mudou o discurso, vem atacar o BC.

Então ficamos assim, campanha da Dilma: pelo amor de Deus, gaste tempo levantando os editoriais e colunas dessa turma antes de Lula chegar ao poder. É um manancial inesgotável de provas de como essa gente é mentirosa e cara-de-pau.

Agora, convenhamos: tem apelido melhor para Serra que “biruta de aeroporto”?
 
Por Eduardo Guimarães

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